A TI da sua empresa está preparada para o PIX?

Publicado em

07/19/2021

As transações financeiras eletrônicas tiveram um salto desde o início da pandemia, em março de 2020. Com o isolamento social e menos dinheiro em espécie circulando, as pessoas têm preferido transferir valores e fazer pagamentos digitalmente. Entre as opções mais recentes está o PIX, sistema de transferência instantâneo que substitui os tradicionais serviços de Documento de Ordem de Crédito (DOC), Transferência Eletrônica Disponível (TED) e transferência em uma mesma instituição financeira (IF), criado pelo Banco Central do Brasil (BCB). 

Gratuito e disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, o PIX foi anunciado em fevereiro e entrou em vigor em novembro. Segundo o BCB, em janeiro, o número de chaves registradas atingiu a marca de quase 160 milhões e já é a líder em número de transferências realizadas após apenas três meses do lançamento. 

O próximo passo é implementar a oferta do PIX para pagamentos com vencimento futuro, ampliando as oportunidades de negócios para o setor de comércio e serviços. Atualmente, só é possível realizar transações à vista, atraindo um maior número de adesões de pessoas físicas. 

Empresas preparadas

A funcionalidade vai impulsionar ainda mais o crescimento as vendas online, que registraram crescimento de 205% em 2020 em comparação ao ano anterior, segundo estudo da plataforma de e-commerce NuvemShop. Junto com a revolução na transformação digital e na maneira de comprar e vender estão algumas preocupações das empresas que oferecem essa possibilidade de pagamento, como a estabilidade do sistema e a segurança dos dados e a conformidade com a Lei de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor em setembro passado.  

A adesão do PIX por parte das empresas exige monitoramento de desempenho da aplicação. É necessário acompanhar a experiência do cliente, se ele conseguiu ir até a conclusão da transação, se desistiu do processo no meio e por quais motivos. Um serviço fora do ar ou uma aplicação lenta pode sinalizar a perda do cliente. Nessa situação, o monitoramento é essencial para identificar falhas, inconsistências e corrigir imediatamente. 

Felizmente, existem soluções baseadas em Inteligência Artificial e analytics – como a AIOps (Artificial Intelligence for IT Operations) – apropriadas para acompanhar todos os acessos e recursos e entregar informação em tempo real, seja no dashboard ou em relatórios, para a tomada de decisões corretas.

Proteção de Dados

Por outro lado, como o PIX representa uma nova série de dados entregues pelo consumidor na hora da transação, é importante estar preparado para o tratamento essas informações em conformidade com a LGPD. Isso quer dizer que as empresas devem incluir na implementação do novo sistema de pagamento os cuidados e parâmetros necessários à legislação.

A LGPD foi inspirada no modelo europeu da GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados) com objetivo de padronizar e regulamentar o tratamento de dados que as empresas públicas ou privadas cuidam dos clientes que conquistaram. Todos os setores econômicos devem se adequar o quanto antes sob o risco de pesadas punições cíveis e financeiras, inclusive multas de até R$ 50 milhões. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) começará a fiscalizar e aplicar sanções a partir de agosto de 2021. 

A Run2biz preparou um guia completo sobre LGPD, baixe o seu aqui!

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